3 de dez de 2011

Campanha Contra as Alterações do Código Florestal

Nos dias 16, 17 e 18 de Novembro de 2011, o Centro Acadêmico de Engenharia Florestal e a Associação Brasileira dos Estudantes de engenharia florestal – ABEEF, se mobilizaram na UFRA contra as alterações do código florestal brasileiro. Houve Abaixo Assinado na universidade, e este foi aceito por grande parte da comunidade acadêmica.

Por que as florestas são tão importantes assim?
Porque elas são fonte de vida. As florestas mantêm biodiversidade, regulam as chuvas, protegem nascentes e rios, seguram e fertilizam a terra, reduzem erosão e também têm alto valor econômico. Seu uso de forma sustentável garante renda e melhora as condições de vida de agricultores familiares, cooperativas e populações tradicionais.
As florestas aumentam a produtividade agrícola por atrair polinizadores para as lavouras e controlar pragas, diminuem a contaminação dos rios e sua presença nas margens pode reduzir o custo de tratamento da água em até 150 vezes. O turismo em áreas de preservação é a principal atividade econômica de muitas cidades brasileiras. Uma árvore em pé vale mais e rende mais do que uma árvore no chão. 
Porém, é realmente de se ficar indignado como esse projeto vem passando pelas instâncias do estado, é como um trator e olha que o corpo científico brasileiro até se posicionou: A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC e Academia Brasileira de Ciências – ABC, se colocaram contra as alterações, logo depois lançaram outra nota técnica que pedia no mínimo 20 anos para se elaborar uma nova proposta de alteração do Código Florestal devido as suas especificidades técnicas, isso sem falar de entidades como IPAM, AJD, IMAZON, Proforest, e a mídia em plena votação da CMA – Comissão de Meio Ambiente fez muita pressão para que agiliza-se a votação e sempre legitimando as ações dos ruralistas.
O que vemos hoje no senado do projeto de lei de 30\2011 é que o processo de definição desta legislação vem seguindo uma lógica preestabelecida, um tencionamento grande na câmara dos deputados e um debate mais diplomático no senado, mas que na prática não mudou em nada as elaborações do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).
Mas uma questão se faz importante, porque mesmo com todo esse poder político desempenhado pelos ruralistas, eles não conseguiram a aprovação imediata do projeto de lei. Sabe por quê? Porque não nos calamos. Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses, povos tradicionais, sem terra, o povo foi pra rua.

Com isso faz se necessário nós, estudantes, profissionais, agricultores, nos debruçarmos cada vez mais nos debruçarmos a conhecer essas modificações, para intervir de a cordo com as demandas e necessidades do povo.



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